Prefeitura Municipal de Salvador
A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) já começou a planejar as ações que serão executadas na capital baiana durante a Semana Nacional do Trânsito, que ocorre tradicionalmente em setembro. Nesta terça-feira (08), foi realizada mais uma reunião da equipe técnica do Comitê Vida no Trânsito - responsável pela organização das atividades em Salvador -, que é integrada por representantes da Transalvador, secretarias de Saúde (SMS) e Mobilidade (Semob), Policia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).  
 
No encontro, foram colocados em pauta para discussão dados e estratégias para reduzir acidentes e óbitos no trânsito, preocupação estabelecida através do pacto Década de Segurança Viária (2011-2020). Foi apresentado ainda um relatório com algumas das ações desenvolvidas pela Prefeitura através da Transalvador, e que visam reduzir os índices de mortalidade no trânsito. Foi evidenciada na apresentação a implantação de unidades de semáforos inteligentes na cidade e a requalificação de mais 100 inserções semafóricas até 2020.
 
“Os equipamentos (semáforos) vão ajudar ainda mais na saúde do trânsito. No entanto, a gente entende que é preciso investir em educação no setor, para que tudo ande conforme o planejado” destacou a titular da Gerência de Educação para o Trânsito (Gedut), Miriam Bastos. A Transalvador espera reduzir em 32% o índice de morte em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes (de 4,7 em 2016 para 3,2) até 2020.
 
Antecipando a agenda de eventos previstos para setembro, Miriam destacou que será realizado no dia 20 um workshop envolvendo todos os órgãos que participam do Comitê Vida no Trânsito, que seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde e vai abordar as ações da década para redução de acidentes no trânsito. O local e horário da atividade ainda serão definidos.
 
Ação conjunta – A assistente social da SMS, Rita de Cassia, explicou que a pasta elabora bancos de dados que levam em consideração fatores como locais, dias e horários dos óbitos registrados e perfil do público afetado para que os órgãos públicos possam desenvolver ações específicas para reduzir tragédias. “Subsidiamos informações para que os gestores possam intervir nas mortes e acidentes no trânsito e possam elencar ações”, completou Rita.
 
Representando o projeto de educação no trânsito nas escolas, Luis Clebert Mota, acredita que uma das saídas para a redução dos acidentes é investir na informação das crianças. “É um grande desafio porque é um propósito lento. Esses ensinamentos têm de ser passados para esses jovens, a fim de prepará-los para serem adultos mais conscientes”, finalizou.